
Um novo pedido de informações será apresentado pelo deputado federal Gustavo Fruet na retomada das sessões da CPI dos Grampos, esta semana. Fruet quer que a CPI requisite a gravação da reunião do dia 13 de novembro na qual, segundo a revista Veja desta semana, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Felix, admitiu a subordinados que um espião da Abin foi o responsável pelo grampo telefônico ilegal contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.
A declaração de Felix na reunião – que, segundo a revista, foi gravada – contraria o que o general sustenta em público, inclusive em depoimento na CPI. “O general Felix sempre negou o envolvimento de agentes da Abin no caso. Agora surge uma nova informação e isso exige explicações”, afirma o deputado.
Além da gravação da reunião na sede da Abin, Fruet vai apresentar mais dois pedidos de informações: um sobre o grampo no telefone do líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, descoberto pela Polícia Civil de São Paulo, e outro sobre a atuação da Polícia Federal no monitoramento de jornalistas, durante a Operação Satiagraha.
Este último pedido já foi apresentado em dezembro, mas, alegando que o caso corre em segredo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, negou as informações. Fruet vai refazer o pedido, desta vez para o juiz federal Ali Mazlun, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, responsável pelo inquérito que apura vazamentos de informações para a imprensa durante a Operação Satiagraha.
O deputado também vai insistir para que a CPI tenha acesso ao laudo da perícia realizada pelo Exército em equipamentos da Abin para saber se eles têm capacidade de fazer interceptações telefônicas. O documento foi enviado à comissão pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, mas recebeu o carimbo de reservado, enquanto a relação dos equipamentos comprados em 2005 pela Abin foi classificada como confidencial – um grau ainda maior de sigilo.
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