segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Fruet quer gravação da reunião em que general admite envolvimento da Abin em grampo ilegal


Um novo pedido de informações será apresentado pelo deputado federal Gustavo Fruet na retomada das sessões da CPI dos Grampos, esta semana. Fruet quer que a CPI requisite a gravação da reunião do dia 13 de novembro na qual, segundo a revista Veja desta semana, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Armando Felix, admitiu a subordinados que um espião da Abin foi o responsável pelo grampo telefônico ilegal contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.
A declaração de Felix na reunião – que, segundo a revista, foi gravada – contraria o que o general sustenta em público, inclusive em depoimento na CPI. “O general Felix sempre negou o envolvimento de agentes da Abin no caso. Agora surge uma nova informação e isso exige explicações”, afirma o deputado.
Além da gravação da reunião na sede da Abin, Fruet vai apresentar mais dois pedidos de informações: um sobre o grampo no telefone do líder do PSDB na Câmara, deputado José Aníbal, descoberto pela Polícia Civil de São Paulo, e outro sobre a atuação da Polícia Federal no monitoramento de jornalistas, durante a Operação Satiagraha.
Este último pedido já foi apresentado em dezembro, mas, alegando que o caso corre em segredo, o ministro da Justiça, Tarso Genro, negou as informações. Fruet vai refazer o pedido, desta vez para o juiz federal Ali Mazlun, da 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, responsável pelo inquérito que apura vazamentos de informações para a imprensa durante a Operação Satiagraha.
O deputado também vai insistir para que a CPI tenha acesso ao laudo da perícia realizada pelo Exército em equipamentos da Abin para saber se eles têm capacidade de fazer interceptações telefônicas. O documento foi enviado à comissão pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, mas recebeu o carimbo de reservado, enquanto a relação dos equipamentos comprados em 2005 pela Abin foi classificada como confidencial – um grau ainda maior de sigilo.

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