
Muitos agricultores do Sudoeste estão finalizando nesta semana o plantio da primeira safra de feijão carioca, também conhecida como “feijão das águas”, em virtude do período chuvoso. Animados com os preços atrativos, que variam de R$ 150,00 a R$ 170,00 a saca, e pela condição de garantirem semente para o plantio da safrinha, resultou em um aumento de área que pode atingir até 35% superior a safra passada.
De acordo com informações repassadas pelos responsáveis pelo Deral (Departamento de Economia Rural) da Seab de Francisco Beltrão e Pato Branco, o Sudoeste deve cultivar cerca de 20 mil hectares, 5.100 hectares a menos que 2007. O número é considerado representativo, já que a prática do plantio do feijão na primeira safra não ganhava a preferência dos agricultores em virtude da pouca produtividade. O surgimento de sementes precoces mais produtivas e as mudanças climáticas favoreceram para o aumento de área.
Francisco Beltrão
Conforme o engenheiro-agrônomo do Deral em Francisco Beltrão, Ricardo Kaspreski, a estimativa de área para a microrregião é de 8.000 hectares, embora acredite que deva ocorrer redução por falta de semente. Na primeira safra de feijão em 2007, foram cultivados 5.600 hectares, que representa para este ano um aumento em torno de 43% de área. “O preço mínimo garantido governo para a saca de feijão foi mais um dos motivos que contribuiu para o aumento na área”, comentou, lembrando que o preço mínimo é de R$ 80,00.(Deonir Spigosso/DS)
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