
O deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR) deve ter entrado em seu "inferno zodiacal". Depois de se "estranhar" com o governador Roberto Requião por conta do apoio dado pelo PMDB local ao candidato pedetista em Umuaramara, Moacir (Silva)da Morema que, aliás, ganhou a eleição com 49% dos votos validos. O caso foi parar na Justiça e o primeiro-secretário da Câmara ganhou em todas as instâncias, o que provocou a incontida ira do governador. Fontes ligadas ao Palácio Iguaçu informaram a este blog que Serraglio está no "caderninho" de Requião e que assunto não morreu no dia 5 de outubro.
Nesta quarta-feira, na reunião de líderes nacionais do PMDB, em que o presidente da legenda, deputado Michael Temer, foi escolhido para disputar a presidência da Câmara - Serraglio não compareceu. Sua ausência foi notada e interpretada como "rebeldia", a mesma manifestada pela deputada Rita Camata (PMDB-ES) pois, para ela, "faltou democracia. A cúpula do partido é quem fez a escolha". Ela também deseja a presidência da Câmara.
Para inviabilizar qualquer articulação do peemedebista paranaense, dirigentes partidários já avisaram nesta quinta-feira: vamos "fechar questão em torno da candidatura Temer". Na prática, isso impede que Serraglio (como fez há dois anos) se lance como candidato avulso, embora as condições de hoje sejam muito diferentes das de 2007. Assim, as pretensões de Serraglio de presidir a Câmara dos Deputados começam a se esvaziar. Lamentável.
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